Duas mulheres em cima do simbolo do yinyang. Não tem nenhum contraste de elementos, é verdade. Não é branco/negro, macho/fêmea, luz/escuridão como deveria ser algo que simbolizasse o yin-yang. A foto é muito mais o formato do corpo das duas mulheres que me lembrou o símbolo. A perspectiva do alto também reforçou a forma.
sábado, outubro 23, 2010
sexta-feira, outubro 22, 2010
Poema em Linha Reta
Este é mais exemplo de foto em Infrared. Gosto da composição com o mar, negro e reto, ao fundo. A perna é minha mesmo. O título tirei do poema do Fernando Pessoa. É um sentimento que parece cada vez mais na nossa sociedade. "Nunca conheci ninguém que tivesse levado porrada..."
Poema completo em http://www.releituras.com/fpessoa_linhareta.asp
sábado, outubro 16, 2010
Muito além dos olhos
Esta foto foi feita com filme infrared. Já foi feita há alguns anos, mas gosto muito dela. A modelo do centro parece uma estátua em formação levada por outras duas belas mulheres. A fotografia congela momentos, instantes. De uma certa forma, elas estão tão imóveis quanto uma estátua. Aquele momento foi capturado, congelado no tempo. O infrared deu um ar ainda mais misterioso. O que elas fazem? Por que estão em volta dela? A cena como está aqui nunca foi vista por ninguém. Simplesmente nem eu vi isto no momento que ocorreu. O registro do filme que vê além de nossos olhos permitiu que contemplássemos esta cena. Meus olhos não vêm infrared. O filme vê.
quarta-feira, abril 14, 2010
Não fura a bola
Este vídeo eu fiz em 2007. A ideia inicial foi sobre uma simples frase do Grupo Rex, em seu manifesto: 1. Laizer Passer (não fura a bhola). A minha ideia era simplesmente ocupar um espaço com meu corpo. Num certo sentido foi bem divertido, mas antes tive que encher 100 bolas! A performance teve que ser feita duas vezes. O que mostro aqui é o resultado da edição de mais de meia hora (duas sessões de 15 minutos) de uma ação de estourar as bolas com meu próprio corpo. No final estava exausto. Pensei em fazer um versão longa, com 15 ou 20 minutos da ação. Seria meio chato para se ver na web, neste tamanho pequeno da tela de uma computador, mas, se um dia este vídeo fosse exposto numa galeria ou coisa afim, numa projeção de pelo menos 2 metros de altura, mostraria bem como foi a performance.
O grupo Rex surgiu na arte no final dos anos 60 e era marcado pela sua irreverência. Não me ative à filosofia do grupo. Apenas à frase. O manisfesto completo, bem-humorado é o que segue:
Regulamento Rex
O grupo Rex intuindo o declínio da Pataphísica publica o seu Regulamento (Regulamento este que deve ser considerado como: bem flexível)
1.Laizer – Passer (não fura a bhola)
2.Laizer - Faire (deixa a gente jogar)
3.Acreditar piamente na imortalidade da Alma (por uma questão de conforto)
4.Acatar a autoridade constituída (a unidade Rex)
5.Manter o Bom-Humor a todo pano (...o Bom-Humor nosso, não o dos outros)
6.A Pena e a Espada dominam o mundo, a Vaselina supera as duas
7.Eu sou um cavalo velho, que venho de todas as guerras e batalhas, e não estou ligando para nada
8.Nós vemos tudo, ouvimos tudo, falamos tudo e eles não vêem nada, não ouvem nada, e não dizem nada (a não ser o que todo mundo sabe)
9.A vida é feita de detalhes(ou nuances, como queira)
10.Uma coisa puxa a outra
11.Toda guerra é uma festa, toda festa é uma guerra
12.Quando todos estão brincando, nós estamos trabalhando, e quando todos estão trabalhando, nós estamos dormindo!
13.Nada se cria, nada se perde, e dá tudo sempre na mesma, e vamos acabar com essa conversa, seu convencido!
(Grupo Rex, 1966)
Marcadores: arte, performance, rex
quarta-feira, setembro 16, 2009
Projeção na Artur Fidalgo.

Nesta sexta, 18-09-2009, a partir de 19:30h, tem projeção da trilogia Oçapse, Oproc e Zul na galeria Artur Fidalgo, em Copa. Os vídeos, organizados por Marcos Bonisson, são um trabalho coletivo baseado nas percepções de cada artista sobre o espaço, o corpo e a luz, respectivamente. Cada um deles dura cerca de meia hora. Participo dos 3 como artista e como editor. A galeria fica na rua Siqueira Campos, 143, ljs 147/150, 2° piso do Shopping da Siqueira Campos.
segunda-feira, setembro 07, 2009
Arrufos
Esta foto é uma homenagem ao quadro do Belmiro de Almeida do século XIX. Sempre achei este quadro interessante. Ele está no MNBA no Rio de Janeiro. Vou retirar trechos do artigo de Ana Canti sobre o quadro (http://ana.canti.googlepages.com/TextoAnaCavalcanti.pdf). Ele foi exposto em 1887 e causou uma interessante discussão sobre as razões de tal cena. Por que ela está chorando? Foi culpa dele ou dela?. No "Jornal do Commercio":
A cena passou-se lá fora"... mas ..."daqueles arrufos é natural que resulte nova paz, selada com férvidos beijos e carícias".Ou no "Diario Illustrado":
"quando uma mulher, vestida de seda, se atira ao chão, brutalmente, como aquela, quando ela chora, quando espatifa uma rosa, mordida de cólera, o negócio é muito mais sério que um simples arrufo".O quadro original é o seguinte, mas na minha versão, fiel ao tema que me é caro, preferi usar uma mulher nua e me colocar na própria foto.

Minha câmera ficou num tripé, enquanto eu olhava para uma bela luz que entrava pela janela. Como diz Ana Canti
"Estudar a história da produção e recepção de Arrufos, nos ajuda a compreender como a experiência de ver é sempre um acontecimento cultural. Mas a imagem de Arrufos só tem existência como documento do passado? Será uma imagem sem ressonância na atualidade?".A imagem conta uma história. Cada um pode criar sua própria versão. Revisitada no século XXI, a imagem criada por Belmiro de Almeida ainda tem muito para falar.
segunda-feira, agosto 31, 2009
De que matéria são feitos os sonhos?

Nos meus sonhos sempre tem um lugar... onírico... e uma mulher nua.
Esta foto me remete a um ambiente mágico de sonho. Uma Floresta com luzes mágicas, um corpo nu solitário e um ambiente onírico. A grandiosidade do ambiente contrastando com um corpo frágil, solitário e nu. As 14 fotos deste ensaio me causam esta sensação. Um passeio mágico num sonho. A beleza do corpo nu realçado pelo efeito do IR. A floresta e seus segredos, suas luzes e seus breus. Se ela estivesse vestida ainda teria este efeito de sonho? Não sei. Gosto da nudez neste ambiente.
Esta foto, e todas as outras da sequencia, foi feita na fazenda em Barra do Piraí. Usei o mecanismo de infravermelho da câmera. Como não tinha um filtro Infravermelho, tive que improvisar, usando um um sanduíche de dois filmes positivos velados entre dois filtros skylights. No ínicio não gostei do resultado, pois os filmes velados acabaram fazendo uma espécie de lente, que distorcia certos trechos da foto. No final, vi que eles acabaram acentuando o efeito de sonho.
O restante das fotos deste ensaio podem ser vistas no meu flickr (http://www.flickr.com/photos/joaoaraujo/). Infelizmente, somente para pessoas com login (é gratuito).
sexta-feira, agosto 14, 2009
A insustentável leveza do corpo

Malu (4 de 7).jpg
Upload feito originalmente por João Araujo
Esta foto pertence ao meu mais recente ensaio. Esta foto em especial me impressionou. Ela estava se segurando na perna do banco e eu perguntei se ela poderia soltar. Ela soltou. O corpo mostra uma tensão mas o braço parece relaxado. O cabelo caído completa a cena. Sempre que começo um trabalho deste tipo sinto medo de não conseguir fazer boas fotos. Minha cabeça fervilha. Tenho que tirar o melhor ângulo da modelo. É sempre uma descoberta. Quando alguém se despe pela primeira vez na sua frente e na frente da objetiva, sempre há um certo nervosismo. Passa depois de 10 minutos. No máximo. Depois a gente não quer mais parar. Depois de 10 minutos já tenho uma boa idéia do que eu posso obter e modelo já está mais relaxada de estar nua. Aproveitei o novo apartamento ainda vazio. Improvisei um estúdio. A sessão durou 2 horas e meia. No final eu estava exausto, mas feliz com o resultado.
O Álbum completo, com 7 fotos, pode ser visto no meu flickr.
Marcadores: Nu
sexta-feira, março 14, 2008
Luz
Esta foto está na exposição "Luz", no Solar Meninos da Luz, em Copacabana, até 5 de abril de 2008.
domingo, novembro 11, 2007
O Jardim dos caminhos que se bifurcam

Esta seqüência de fotos eu fiz baseado num conto do Borges de mesmo título. Aqui vai um trecho:
"Antes de exumar esta carta, eu tinha me perguntado de que maneira um livro pode ser infinito. Não conjeturei outro processo que o de um volume cíclico, circular. Um volume cuja a última página fosse idêntica à primeira, com possibilidade de continuar indefinidamente... Nessa perplexidade, remeteram-me de Oxford o manuscrito que o senhor examinou. Detive-me, como é natural, na frase: ‘Deixo aos vários futuros (não a todos) meu jardim de caminhos que se bifurcam’. Quase de imediato compreendi: o jardim de caminhos que se bifurcam era o romance caótico; a frase vários futuros (não a todos) sugeriu-me a imagem da bifurcação no tempo, não no espaço. A releitura geral da obra confirmou essa teoria. Em todas as ficções, cada vez que um homem se defronta com diversas alternativas, opta por uma e elimina as outras; na do quase inextricável Ts’ui Pen, opta – simultaneamente – por todas. Cria, assim, diversos futuros, diversos tempos, que também se proliferam e se bifurcam. Daí as contradições do romance (...)"
sábado, novembro 10, 2007
sábado, agosto 18, 2007
Como se Perder em Mapas Imaginários
Walter Benjamin dizia que gostava de se perder nas cidades. Também criava mapas imaginários. Como seria se perder em mapas imaginários? No livro "Sob o Signo de Saturno" Susan Sontag conta que Benjamim tinha um espírito "saturnino". Vendo as peças de Beckett, creio que ele também era um tipo "saturnino". O texto de Beckett "Pioravante Marche" me lembrou muito este sentimento. Este vídeo foi feito em agosto de 2007.
quinta-feira, janeiro 26, 2006
O Tempo e o Espaço
Esta seqüência de fotos foi feita pensando na questão do tempo e do espaço que ocupamos. A cadeira que vemos na foto é muito antiga. O Apartamento é da década de 1950. Ocupo um espaço durante determinado tempo. A cadeira some, vai embora com o tempo. Resta apenas eu. Depois eu mesmo desapareço, restando apenas o espaço. Um dia, até mesmo este espaço desaparece e restará apenas o tempo.
segunda-feira, janeiro 16, 2006
Relógio de Sol ou Limite

Nesta foto também gosto do movimento das pernas dentro do círculo. Lembra um relógio de sol. Mais um limite: o tempo...







