quarta-feira, setembro 16, 2009

Projeção na Artur Fidalgo.



Nesta sexta, 18-09-2009, a partir de 19:30h, tem projeção da trilogia Oçapse, Oproc e Zul na galeria Artur Fidalgo, em Copa. Os vídeos, organizados por Marcos Bonisson, são um trabalho coletivo baseado nas percepções de cada artista sobre o espaço, o corpo e a luz, respectivamente. Cada um deles dura cerca de meia hora. Participo dos 3 como artista e como editor. A galeria fica na rua Siqueira Campos, 143, ljs 147/150, 2° piso do Shopping da Siqueira Campos.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Arrufos


Arrufos, upload feito originalmente por João Araujo.

Esta foto é uma homenagem ao quadro do Belmiro de Almeida do século XIX. Sempre achei este quadro interessante. Ele está no MNBA no Rio de Janeiro. Vou retirar trechos do artigo de Ana Canti sobre o quadro (http://ana.canti.googlepages.com/TextoAnaCavalcanti.pdf). Ele foi exposto em 1887 e causou uma interessante discussão sobre as razões de tal cena. Por que ela está chorando? Foi culpa dele ou dela?. No "Jornal do Commercio":

A cena passou-se lá fora"... mas ..."daqueles arrufos é natural que resulte nova paz, selada com férvidos beijos e carícias".
Ou no "Diario Illustrado":
"quando uma mulher, vestida de seda, se atira ao chão, brutalmente, como aquela, quando ela chora, quando espatifa uma rosa, mordida de cólera, o negócio é muito mais sério que um simples arrufo".
O quadro original é o seguinte, mas na minha versão, fiel ao tema que me é caro, preferi usar uma mulher nua e me colocar na própria foto.

Minha câmera ficou num tripé, enquanto eu olhava para uma bela luz que entrava pela janela. Como diz Ana Canti
"Estudar a história da produção e recepção de Arrufos, nos ajuda a compreender como a experiência de ver é sempre um acontecimento cultural. Mas a imagem de Arrufos só tem existência como documento do passado? Será uma imagem sem ressonância na atualidade?".
A imagem conta uma história. Cada um pode criar sua própria versão. Revisitada no século XXI, a imagem criada por Belmiro de Almeida ainda tem muito para falar.