
Esta seqüência de fotos eu fiz baseado num conto do Borges de mesmo título. Aqui vai um trecho:
"Antes de exumar esta carta, eu tinha me perguntado de que maneira um livro pode ser infinito. Não conjeturei outro processo que o de um volume cíclico, circular. Um volume cuja a última página fosse idêntica à primeira, com possibilidade de continuar indefinidamente... Nessa perplexidade, remeteram-me de Oxford o manuscrito que o senhor examinou. Detive-me, como é natural, na frase: ‘Deixo aos vários futuros (não a todos) meu jardim de caminhos que se bifurcam’. Quase de imediato compreendi: o jardim de caminhos que se bifurcam era o romance caótico; a frase vários futuros (não a todos) sugeriu-me a imagem da bifurcação no tempo, não no espaço. A releitura geral da obra confirmou essa teoria. Em todas as ficções, cada vez que um homem se defronta com diversas alternativas, opta por uma e elimina as outras; na do quase inextricável Ts’ui Pen, opta – simultaneamente – por todas. Cria, assim, diversos futuros, diversos tempos, que também se proliferam e se bifurcam. Daí as contradições do romance (...)"
domingo, novembro 11, 2007
O Jardim dos caminhos que se bifurcam
sábado, novembro 10, 2007
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